quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Música Alemã



A contribuição alemã na área musical é muito grande, principalmente no que diz respeito à tecnologia e pesquisa.
O formato mp3, que revolucionou a Internet, é uma invenção alemã, bem como equipamentos de gravação, estúdios, microfones e radiodifusão. Na área de produção musical foram pioneiros da música eletrônica e também foram os primeiros a incentivar e divulgar a produção de world music e fusões. Berlin é atualmente um dos grandes centros de produção musical e artística, onde convergem artistas do mundo inteiro.

É realmente espantosa a capacidade germânica de produzir gênios nas mais variadas áreas da cultura mundial. A Alemanha é líder na Música, na Física e na Filosofia, e quando não é líder isolada, é pelo menos vice-líder.
Ninguém pode colocar em dúvida a superioridade, nesta área, de um país que o mundo viu nascer nada mais nada menos do que Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Richard Wagner, Johannes Brahms, Georg Friedrich Händel, Felix Mendelssohn, Robert Schumann e Richard Strauss.Os dois primeiros costumam ser o centro de várias discussões, frutíferas e infrutíferas, que tentam decidir qual deles foi o maior compositor de todos os tempos. E ainda há mais a citar, outros diversos, ditos menores, desde a Renascença até ao Moderno, como Schütz, Pachelbel, Leipzig, Bonn, Eisenach, Telemann (se bem que não há sentido em rotulá-los de "menores"), Gluck, Weber e Off.Händel era sim um dos gigantes alemães, porque alemão é o que ele era, embora radicado na Inglaterra e naturalizado inglês. O próprio Giacomo Meyerbeer, cujas óperas foram tão populares a seu tempo, também nasceu em solo alemão — em Berlim.Outros países intensamente musicais neste estilo, são a Rússia, a Áustria, a Itália, a França e a Bohêmia, mas se compararmos a lista daqueles oito gigantes alemães com as listas correspondentes dos outros países, perceberemos que a Alemanha tem uma luz especial para parir grandes gênios. Sem dúvida o maior celeiro de gênios musicais deste amado planeta.

A Alemanha também aprecia a música (e músicos) de outros países. Veja alguns dos maestros residentes: na filarmônica de Berlin, o britânico Sir Simon Rattle. Seus colegas em Munique incluem o americano, James Levine (na filarmônica), o indiano, Zubin Mehta (na orquestra do Estado da Baviera) e Mariss Jansons, da Estônia (na orquestra de rádio da Baviera). Os seus predecessores incluem outro americano, Lorin Maazel, o tcheco, Rafael Kubalik e Sir Colin Davis, da Grã Bretanha.
Aqueles que preferem música clássica cantada, em forma de ópera, conhecerão o Festival Alemão de Bayreuth, onde as produções de Wagner são consideradas definitivas. Isto é apenas a ponta do iceberg em termos de ópera. A Casa de Ópera Semper de Dresden é apenas uma das casas de espetáculos majestosas, meticulosamente restaurada, que conta com sua própria companhia de cantores e bailarinos. Com relação aos outros festivais de ópera, o festival de Munique do ano passado atraiu mais de 82.000 visitantes para um programa de 74 performances, realizadas em 37 dias.
Os alemães são apreciadores de vários tipos de música. Afinal de contas, foi no Star Club de Hamburgo que John, Paul e George fizeram sua estréia. Atualmente, festivais de música popular animam os fins de semana com música que varia do tecno em Berlin, ao hip hop, em Stuttgart.
O Jazz também faz parte da cultura. A não ser, talvez, em New Orleans, não há melhor lugar no mundo para se ouvir Dixieland, do que em Berlin. A rádio alemã de Colônia, Big Band é genericamente considerada como sendo uma das melhores do mundo, onde compositores e solistas renomados ficam honrados em se apresentar, como convidados. Os pequenos clubes de jazz também se proliferam em todo país, principalmente em Frankfurt am Main.
Temos uma palavra em alemão para descrever aquele ritmo que não se consegue tirar da cabeça. Chama-se ear-worm. A Alemanha possui uma quantidade imensa desses ritmos.

Nos 357.000 km² que fazem fronteira com Holanda, França, Suíça, Áustria, República Tcheca e Polônia, é impossível não pensar em hard rock e, principalmente, heavy metal. Os nomes advindos da Bavária não são poucos - e em sua maioria, de grande relevância. "A Europa, de um modo geral, é um terreno fértil para o heavy metal, e cada região ou país tem tido destaque ou uma certa concentração em determinados estilos. Por exemplo, o norte da Europa é particularmente forte em metal extremo", destaca Airton Diniz, 55 anos, editor da revista Roadie Crew. "Uma diferença é que a Alemanha consegue produzir bandas de alta qualidade em todos os sub-gêneros do metal, desde o melódico até o mais extremo black metal".
Vamos fazer uma checagem, então? Para quem curte hard rock (ou hard 'n metal, em alguns casos): Scorpions, Michael Schenker Group, Uli Jon Roth, Axel Rudi Pell, Pink Cream 69 e as musas Doro Pesch e Nina Hagen. Na escola do power metal germânico, os exemplos são inúmeros: Accept, U.D.O., Helloween, Grave Digger, Rage, Running Wild, Rebellion, Metalium, Primal Fear (e o Sinner, por tabela), Brainstorm, Gamma Ray, Blind Guardian e os mais recentes Freedom Call, Masterplan e Savage Circus. O "metal melódico" do Edguy. O metal mais tradicional do At Vance e do Majesty. O black metal do Agathodaimon. O white metal do Seventh Avenue. E o thrash tradicionalíssimo de Kreator, Destruction, Sodom, Angel Dust, Tankard e Exumer - além do Holy Moses, é claro. Isso sem esquecer artistas como Michael Kiske (ex-Helloween) e Jörg Michael (Stratovarius), que trabalham quebrando tudo em outras partes do mundo. E onde acontece o Wacken Open Air, o maior festival metálico do planeta? Bingo.

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