domingo, 29 de novembro de 2009

Música Francesa


Na música francesa desde antes do ano 1000 se destaca o canto gregoriano empregado nas liturgias. Na França se criou a polifonia. Na denominada Ars Antiqua, se atribui a Carlos Magno o Scholae Cantorum (783). Os Juramentos de Estrasburgo, é a obra lírica francesa mais importante da Idade Média, período no que se desenvolvem as Canções de Gesto como a Canção de Roland. A França foi o berço dos trovadores no século XII, assim como do Ars Nova dos séculos posteriores. Durante o Romantismo Paris se converte no centro musical do mundo e na atualidade, a França mantém um lugar privilegiado na criação musical graças a novas gerações de compositores. Dentro dos exponentes da música popular francesa, se encontram figuras como Edith Piaf, Dalida, Charles Aznavour, Vanessa Paradis, Serge Gainsbourg e Gilbert Becaud.

A Revolução e a Música
Durante a Revolução, cada acontecimento de algum relevo dava origem a músicas e a imagens diversas. Alguns desses acontecimentos eram objeto de enormes festas públicas, que exigiam uma liturgia própria, incluindo desfiles e músicas adequadas. O período revolucionário também foi fértil na criação de peças teatrais, com ou sem música, como La naissance de la très haute, très puissante et très désirée Madame Constitution, “comédie héroï-comico-lyrique en trois actes representée aux Thuilleries par les célèbres Comédiens de la Patrie”, impressa em 1790 na Imprimerie Constitutionelle.

Ao lado de manifestações nitidamente populares, compositores de origem erudita criavam hinos à Razão, às Árvores da Liberdade, à Igualdade, à inauguração de Templos da Liberdade, ao Ser Supremo, além de celebrar vitórias militares ou feitos como os de dois adolescentes que deram a vida em confrontos com exércitos contra-revolucionários.

Há um grande paralelismo entre a produção musical e a de artes plásticas, que, juntas, fazem, em muitíssimos casos, a crônica do dia-a-dia da época revolucionária e de seus episódios mais significativos. Foram encontradas mais de mil canções desse período, que, certamente, tiveram variantes não recolhidas. Há dezenas de estrofes relatando a queda da Bastilha. Não parece haver exemplo anterior de movimento social que tenha gerado, em tão curto tempo, tantas narrativas, musicadas ou ilustradas, exaltando ou ridicularizando personagens, situações, eventos. A sede de informações aumentou enormemente a circulação de periódicos, contribuindo, também, para a multiplicação de imagens.

A Revolução Francesa, que aboliu a realeza, esvaia-se ao completar 10 anos, quando foi sufocada pelo golpe de estado que culminou com a auto-coroação de Napoleão. Durante esse curtíssimo período, foi fundado o Museu do Louvre, instituído o sistema métrico decimal, atribuída especial ênfase à educação pública; foram, também, publicados tratados científicos e matemáticos. Seu legado não se limita, portanto, aos milhares de guilhotinados sob as mais diversas acusações. Ele foi, sobretudo, um período que abriu as comportas para as mais exacerbadas paixões, animado com uma pregação de igualdade e de liberdade inédita na história da humanidade.

Em 1795, foi criado o Conservatório de Paris, com um sistema de educação musical que serviria de modelo para estabelecimentos congêneres em todo o mundo. A música, saindo dos palácios para as praças públicas e os grandes espaços, preteriu os instrumentos de cordas e o cravo em benefício dos conjuntos de sopros e percussões, que atuavam, frequentemente, em conjunto com grandes massas corais. Essas formações mistas, muito mais adequados às enormes multidões reunidas para as mais diversas celebrações cívicas, chegaram a reunir milhares de instrumentistas e coralistas. Consolidou-se, assim, um modelo para as bandas de música militares, que favoreceu a posterior eclosão de bandas civis. Os coros revolucionários, por outro lado, constituíram a fonte para a multiplicação de coros leigos, que invadiram o ambiente escolar e resultaram em práticas orfeônicas adotadas em vários países, inclusive no Brasil do início do séc. XX, sobretudo graças à pregação de Villa-Lobos.

A Revolução Francesa não produziu obras musicais ou criadores como os que asseguraram o esplendor da escola austríaca de então. A profundidade da comoção social vivenciada era oposta à relativa estabilidade que a Áustria experimentava, e não propiciava um ambiente propício ao aprofundamento do pensamento musical. É certo, porém, que suas músicas influenciaram Beethoven: a Marche Lúgubre, de Gossec, preludia a “Marcha Fúnebre” da Eroica, e o início do Hyumne à l’Agriculture, de Jadin, anuncia o último movimento da Pastoral. Berlioz é impensável sem as exacerbações do período revolucionário: a “marcha para o suplício” da Sinfonia fantástica é uma trágica evocação dos desfiles de carroças com condenados à guilhotina.

Nas artes plásticas, acentuou-se a imitação de modelos greco-romanos, que também inspiraram a arquitetura da época, com projetos monumentais que chegam a prefigurar o realismo-socialista jdanoviano-stalinista, os grandiosos projetos de Speer para a Alemanha nazista e o “Altare della Patria” mussoliniano. Chegou-se, mesmo, a conceber as artes em geral como indispensáveis para impulsionar o fervor cívico e revolucionário; o acento heróico deveria substituir as “músicas efeminadas” da realeza.

O movimento abolicionista francês, impulsionado pela Société des Amis des Noirs (Mirabeau, Condorcet, La Fayette...), de 1788, resultou na lei de abolição da escravatura de 1794 e em canções como La liberté des nègres e Chant d’une esclave affranchie. Essa lei, de difícil aplicação nas colônias, onde seria, de fato, necessária, foi revogada por Napoleão, em 1802.

A nova música francesa traz elementos de vários cantos do mundo, principalmente de países onde a França teve influência tanto com as antigas colônias, bem como no comércio e intercâmbio direto. Países como Senegal, Marrocos, Haiti, Argélia, Congo, Mali, Camarões, Bélgica, Canadá, Egito, e vários outros que por interesse cultural, mantém relações de intensa troca de notas musicais como o Brasil, Cuba, Jamaica, e muitos outros da América Latina Ásia e África.atualmente se tornou um dos maiores centros de desenvolvimento de fusões de ritmos e valorização das culturas originais dos mais variados países. Nesta Página dedicada à França e sua música, vamos mostrar o que os franceses chamam de Francophonie, ou seja, música de artistas de língua francesa ou de artistas de outros países produzidos na França, preservado a língua e cultura original. O resultado disto é uma das maiores ebulições musicais de todos os tempos, onde artistas do mundo inteiro podem trocar experiências.
Como muitos países, a França também foi conquistada pelo carisma dos ritmos brasileiros: o Côco, a Embolada, o Maracatu e principalmente a Bossa Nova. Um exemplo forte disto é Henri Salvador, da Guiana Francesa(Já falecido em 2007) , que já é popular no mundo inteiro e principalmente na França. Seu trabalho incorpora claramente a Bossa Nova, mas de uma maneira descontraída, já que seu país (ex-colônia francesa) inspira esse clima. Melodias antillanas, canções francesas e Jazz caracterivam as músicas do cantor de 86 anos de idade e muitos de carreira.
O francês Art Mengo também se delicia com as influências da Bossa misturadas com características do Jazz, do Rock e do Folk. Tanto que Henri Salvador foi um de seus convidados no seu último álbum.
Fabulous Trobadors é outro exemplo da invasão da música brasileira na França. A dupla francesa une ritmos nordestinos (repente, embolada, côco) com a música tradicional francesa entre letras em francês, alguns dizeres em português e arranjos simples bem caracterizados pelo pandeiro. Já estiveram no Brasil em um festival de World Music em São Paulo chamado Heineken Concerts em 2000, onde tocaram com os brasileiros: Chico César e Lenine. Os brasileiros estão na moda.
Electro Tour e High Tone são exemplos de grupos franceses que estão revolucionando a música eletrônica através de elementos musicais étnicos ou tradicionais. O primeiro grupo é formado por um baterista, um baixista, um DJ e um sampler. Já realizaram turnês pela Alemanha e República Tcheca. A fusão feita com o eletrônico é basicamente com o Jazz, junto com Trip Hop, Drum´n Bass, melodias ambientais e sons psicodélicos. Um pouco mais ousado, o grupo High Tone procura as raízes selvagens da música étnica entre a Índia e o Tibet, Dub dos anos 70, Hip Hop, Drum'n Bass e ritmos jamaicanos. Cheios de improvisos e preparados com equipamentos de telão com vídeos e luzes durante seus shows, Electro Tour e High Tone são grandes atrações principalmente para os europeus e asiáticos que tanto gostam deste gênero musical.

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