segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Musica Celta

O termo música celta é muito controverso, pois os celtas como povo identificável não existem mais. Existem, sim, os povos em que a influência dos celtas é mais visível, como nas chamadas sete nações celtas: Escócia, Irlanda, Pais de Gales, Bretanha (região da França) , Galícia (Espanha) , Cornualha (Inglaterra) e a Ilha de Mann (Grã Bretanha) , assim como os paises que sofreram influência desses povos, tais como os EUA e o Canadá (em sua região Norte). Há vinte mil anos, o planeta estava imerso na última glaciação conhecida. Neste periodo, os habitantes da Europa, fugindo do gelo, migraram para o noroeste da Península Ibérica onde encontraram um refúgio climático na atual Galiza. Dez mil anos depois, já no Neolítico, quando a glaciação Würm se desvanece, esta população migrou da Galiza para a Irlanda, e da Irlanda para a Grã-Bretanha voltando de novo para a Europa continental. Esta é a grande epopeia dos Celtas.
Confunde-se muitas vezes a new age com a música celta, mas o fato é que esse estilo é uma das ramificações modernas da música celta e tem muito pouco em comum com a música tradicional. A música tradicional celta é composta por danças tais como as reels, as jigas, valsas, marchas, entre outras, que podem ser tocadas por violinos, acordeons, flautas, whistles (espécie de flauta irlandesa), banjo (usado mais nos EUA), gaitas de foles, bodhran (instrumento de percussão), etc. Existem também canções e baladas cantadas acompanhadas pelos instrumentos citados.
A música vem principalmente de uma região remota da Grã Bretanha. Os bretões (franceses) vieram do sul da Escócia (estreito de Clyde), de Lancashire, e do país de Gales. Assim todos esses povos mantiveram influências em comum. A música continuou em alguns aspectos alheia à influência moderna. Porem 95% da música consiste de influencia pós –barroca.
Somente a partir dos anos 1960, com o Movimento Nacional Irlandês, o universo musica celta popularizou-se nos Estados Unidos e marcou o cenário pop das décadas de 60, 70 e 80. Nos anos 1990, explodiu nas paradas mundiais com o New Age e artistas como Enya.
As músicas celtas, é claro, nunca foram reproduzidas e não chegaram até nós senão através das músicas tradicionais irlandesas, que foi e é, o único povo mais fiel àqueles sentimentos. O povo celta tinha uma grande capacidade de renovação espiritual, eram fortes, decididos e sobretudo não temiam à morte, estavam bem preparados para ela. Dizem que foi o único povo que aceitou e entendeu a fé cristã quando a conheceram porque não tinham ídolos e já sabiam ou percebiam a existência de um ser superior abstrato.
Aí estava o segredo do que conhecemos como magia celta, amavam à natureza e interagiam com ela estando convencidos de serem um elemento a mais no universo.
Cesar, o imperador teve grandes problemas para dominá-los, pois eles tinham os druidas, chefes espirituais que os mantinham unidos e fortes nessas crenças, os povos celtas ou bárbaros foram os que uma vez derrotados e levados à Roma começaram com a destruição da Roma imperial, e foi através da língua, os celtas modificaram tanto o idioma dos vencedores que tudo ruiu (daí vem os barbarismos).
Dos celtas vem a tradição de papai Noel, da árvore de natal, do halloween, do dia dos namorados, das competições em geral, das fadas, dos gnomos, da poesia (eram grandes poetas) e claro dessa música para acalmar os espíritos, feita com harpas que soam divinamente, de sininhos, de flautas, de vozes. Vc sabia que os tais cantos gregorianos que se cantam na igreja católica são celtas? Os homens daquela época adoravam cantar por isso são sómente vozes masculinas.
Abaixo um trecho sobre os países nórdicos que se confundem com a cultura celta.
A música dos países de cultura viking (Dinamarca, Suécia, Noruega e Islândia) consiste de danças como a polska (polca) e o schottish entre outras. Nos dias de hoje utiliza-se muito o acordeon e o violino, porém instrumentos mais antigos como a gaita-de-foles e a harpa de boca (que produz um som parecido com o de uma mola!) ainda estão presentes na música folclórica desses países. Os finlandeses por terem origem fino-ugrica possuem cultura diferente dos demais paises nórdicos. A música do país é dividida em duas épocas; a antiga ou Kalevala (esse nome refere-se a saga épica dos finlandeses) em que eram utilizados o Kantele (espécie da harpa finlandesa) e o jouhikko (espécie de lira tocada com arco) ; e a época chamada “palimanni” em que a utilização do violino e de danças oriundas de outras partes da Europa (como a polca que tornou-se a Humppa finlandesa) são marcantes.

Música da Idade-Média: refere-se no inicio a músicas de cunho religioso como o canto gregoriano, que surgiu entre 750-850 d. c. provavelmente de origem romana, e acabou tornando-se o canto oficial da igreja católica. No século 14 com o surgimento do movimento “Ars Nova” foi introduzido o contra-ponto (sobreposição de melodias) à música. Da produção de música secular (não religiosa) na idade media destaca-se a música dos trovadores e as canções da obra imortalizada pelo compositor Carl Orff “Carmina Burana”.

O instrumento mais comumente associado ao mundo celta é a gaita-de-foles. Porém o instrumento foi pela primeira vez tocado no Oriente Médio, espalhando-se mais tarde por quase toda a Europa. Por isso não se espante se você encontrar gaiteiros em paises nada célticos um e cada cultura a utiliza de seu próprio modo.
A Gaita-de-fole parece encontrar o seu espaço de difusão primordial a partir da expansão dos povos pastoris do Mediterrâneo ou da Ásia, visto tratar-se de um instrumento profundamente associado ao contexto sócio-económico pastoril - basta pensar que os foles são feitos geralmente com peles de animais de pastoreio, que também serviam para fazer recipientes para líquidos ou grão (odres) - sendo em redor do espaço mediterrânico que se encontra a maior variedade de modelos de instrumentos deste tipo.
Todavia, é preciso ter em conta que o uso de odres (sacos flexíveis de pele) era muito usual no mundo antigo e não se limitava aos povos pastoris. Muitas culturas urbanas usavam-nos para transporte de água, vinho, óleos, cereais ou grão. Ou seja, os pastores poderiam ser os principais fornecedores, mas não os únicos utilizadores dessa tecnologia.
Isto significa algo muito simples: o instrumento Gaita-de-fole pode ter surgido em qualquer contexto, em qualquer parte do Mundo e provavelmente, até em vários sítios ao mesmo tempo.
É a Idade Média, no entanto, a época que aparenta ter sido o período de maior expansão e popularidade do instrumento - é aí que surgem com mais frequência as representações de pastores em cenas de Natividade, quer em pintura, iluminura ou escultura, onde se encontram figuras de gaiteiros, por exemplo, para além de outras referências.
A ausência total de iconografia ou de vestígios arqueológicos anteriores à Idade Média, não ajuda a determinar de forma precisa onde e quando terá surgido um instrumento deste tipo e que aspecto terá tido.
Esta circunstância tem permitido a difusão de mitos recentes referentes à sua origem, os quais têm vindo a ser intensamente propagados, nomeadamente os que atribuem ao instrumento uma obscura origem “celta” ou “céltica” - entendida em arqueologia como as culturas dos sítios de Hallstat (1000 A.C., actual Áustria) e La Téne (500 A.C., actual França).
Na verdade, esses mitos são infundados, contraditórios e carecem de fundamento histórico, pois não existem, em qualquer parte do mundo, quaisquer testemunhos, vestígios arqueológicos ou documentação que provem a presença de um instrumento desse tipo nesse período e nessa cultura concreta.
Existem, contudo, relatos escritos de cronistas da antiguidade: Gaio Suetónio Tranquilo, um cronista romano ("De Vita Caesarum", 200 DC) refere uma promessa do imperador Nero de tocar "Utricularium" - um instrumento que se presume que seja uma gaita-de-fole. Dio Crisóstomo, um cronista Grego, refere na sua "Oratoria" (200 DC) um instrumento musical que possuiria um saco debaixo da axila (um possível fole?) e ainda Procópio (500 - 565 DC), um cronista Bizantino, faz referência ao uso de presumíveis gaitas-de-fole nas legiões romanas, na sua obra "De Bello Gothico" (que relata as guerras romanas com os povos germânicos, já no final do Império Romano).
Todas estas referências, no entanto, não podem ser interpretadas literalmente e infelizmente, também não descrevem as características exactas de tais instrumentos musicais - o que não ajuda a definir do que se tratariam de facto.
Apesar de existirem referências escritas e iconográficas de outros instrumentos (aerofones de metal, flautas, percussões, etc.), sobretudo também em documentos romanos e gregos, não surgiu até hoje qualquer referência à gaita-de-fole nas culturas ditas "célticas", nem de fontes oriundas desses povos, nem de fontes exteriores que se refiram a eles.
Portanto, qualquer atribuição da origem ou presença da gaita-de-fole nesse contexto não pode ser sustentada, até prova em contrário.


Bodhrán é um instrumento bastante peculiar na música celta no folk e em vários estilos e é de uso comum à Irlanda, Escócia e País de Gales, sua pronuncia correta é (bow-rawn ou boran). É semelhante a um tambor, onde o couro é esticado sobre um arco de madeira. Tradicionalmente o tronco de freixo uma árvore de madeira dura e amarelada, muito comum na Europa é usada para a fabricação do arco e o revestimento é feito com pele curtida de cabra ou de cervos. Pode ser tocado com as mãos ou com o “cipin” uma haste de madeira de formatos diversos.
Não há nenhuma evidência concreta de onde o bodhrán surgiu. No entanto, existem algumas teorias para esplicar sua origem:
Uma dessas teorias afirma que o bodhrán foi inventado na Irlanda, mas de inicio não era usado como instrumento músical e sim para carregar, grãos e servir alimentos. Pode também ter sido utilizados em fazendas para peneirar e separar os grãos da palha. Em Galês o Bodhrán designa-se “Wecht”, que significa “Peneira”.
Outra teoria diz que o bodhrán originou-se na África ou a Ásia Central e foi então introduzido na Irlanda através de rotas comerciais e constantes migrações celtas, isso pois foi encontrado varios tambores antigos semelhantes aos bodhrans nas culturas Africanas e da Ásiaticas.
Independentemente de onde tenha surgido o bodhrán ele foi fortemente absorvido pela cultura celta e tem uma longa história na Irlanda. Foi usado durante a rebelião irlandesa de 1603 em que os Irlandeses lutaram contra as forças Inglesas da Rainha Elizabeth I. Existem evidências que os irlandeses utilizaram o bodhran para suprir a falta de gaiteiros e soldados e também era usado para anunciar a chegada de um exército em batalha.
Na Irlanda, o bodhrán também é um instrumento popular, que é tocado durante os festivais de colheita, dias de santos, festivais folclóricos e em sepultamentos.
Apesar de mais comum na Irlanda, o bodhrán ganhou popularidade através das músicas celtas, especialmente na Escócia e País de Gales.
Há várias teorias a respeito de onde deriva o nome. Alguns acreditam que possa ter originado da palavra irlandesa “bodhor”, que traduzido significa "Som Suave” ou poderia também ter tido sua origem na palavra “bodhar” palavra similar, que significa 'som surdo' uma referência ao som característico do instrumento.
Apesar de ser um instrumento antigo, o bodhrán só se tornou popular nos últimos quarenta anos. Isto devido principalmente ao compositor irlandês, Seán Ó Riada, que foi um dos responsaveis pelo volta do interesse público na música tradicional irlandesa.
Mesmo sendo a groso modo um instrumento bem simples, o Bodhrán é um instrumento muito versátil, o “cipin” de madeira toca toda extensão da pele devido ao rápido movimento circular do pulso, enquanto a outra mão, colocada por trás da pele controla a tonalidade e volume da percussão.
Embora de origens misteriosas o bodhrán se tornou popular em todo o mundo. O instrumento é apreciado por muitas pessoas em diferentes países, inclusive o Brasil.


Um comentário:

  1. Shirley;

    Meu nome é Adriana, sou Pernambucana, moro em Recife,e cheguei até seu blog por acaso, se é que o acaso existe! Quando pesquisava sobre a música celta, ritmo que desde quando ainda era criança que me conquistou.

    Sou administradora de empresas, mas deixei essa profissão de lado desde algum tempo atrás e me rendi a uma velha paixão minha, a fotografia. Na verdade a arte de um modo geral me desperta interesse.

    Sou Facebookmaníaca, e foi justamente por causa do post que pretendia partilhar com meus amigos neste site de relacionamento que cheguei até você. Sou uma pessoa tendenciosamente alegre e alto astral, gosto de saudar meu dia com alguma música que me anime a alma, e as músicas celtas consegue isso muito bem. Como tinha conhecimento superficial a cerca desse ritmo, pesquisando na net cheguei ao seu Blog, que me encantou de cara, muito rico, bem elaborado, de muito bom gosto e muito informativo.

    Portanto gostaria de manter um feed ativo direto para minha caixa de e-mail, mas não sei como fazer isso,ou se vc. tiver facebook conectado direto ao seu blog, caso não seja inconveniente para você me adicione: facebook.com/adriana.freire

    Parabéns pelo maravilhoso blog. Forte abraço
    Adriana Freire

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